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cartazes: quadrantes, linhas e níveis de desenvolvimento
"a dinâmica da espiral integral"

 

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enacção / atuação

ken wilber

desdobramento

ken wilber & clare graves



leitura on-line:

Integral Education | A Guide For The Academically Perplexed by Lynne Feldman

Foreword to Integral Medicine: A Noetic Reader  by Ken Wilber

Excerpt B: The Many Ways We Touch by Ken Wilber

The Data and Methodologies of Integral Science by Kurt Koller

Windmills, Tulips, and Fundamentalism by Don Edward Beck, Ph.D.

Prefácio do livro Ken Wilber: Thought as Passion, (de Frank Visser) por Ken Wilber

 

sítios relacionados:

 

 

 

 

 

 

 

   

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A essência da revolução pós-moderna, pós-kantiana (que está por trás de tudo, desde a hermenêutica ao contextualismo, ao construtivismo) é que fenômenos (como o átomo de hidrogênio) não estão simplesmente lá fora aguardando para que todos os vejam, uma visão agora considerada "desesperadamente ingênua" e chamada de "o mito do dado" (o ponto é que nenhum fenômeno é meramente dado). Pelo contrário, os fenômenos são atuados, gerados, desvelados e iluminados por uma série de comportamentos do sujeito observador. Dizemos que os fenômenos são atuados e gerados por injunções, paradigmas ou práticas sociais ("se você quiser saber aquilo, deve fazer isto"). E eis aqui o cerne da questão: todos os paradigmas ou injunções são iniciados por um sujeito (ou grupo de sujeitos), e todos os sujeitos têm disponível para si diferentes estados de ser ou estados de consciência. Segue daí que um estado de consciência diferente dará à luz um mundo diferente.

 

Tal é exatamente o princípio da atuação. A subjetividade (ou a intersubjetividade, que discutiremos mais tarde) dá à luz um mundo fenomenológico na atividade de conhecer esse mundo. Neste momento, permita-me ir adiante e simplesmente apresentar a interpretação AQAL dessa revelação pós-moderna.

 

Sujeitos não percebem mundos, e sim os atuam. Diferentes estados dos sujeitos dão à luz diferentes mundos. Para AQAL, isso significa que um sujeito pode estar em uma onda particular de consciência, em uma corrente particular de consciência, em um estado particular de consciência, em um quadrante ou outro. Isso significa que os fenômenos gerados por vários tipos de pesquisa humana serão diferentes, dependendo dos quadrantes, níveis, linhas, estados e tipos dos sujeitos que estão dando à luz os fenômenos. Um sujeito em uma onda de consciência não atuará e gerará o mesmo espaço-de-mundo que um sujeito em outra onda; o mesmo sucede com quadrantes, correntes, estados, e tipos (como veremos em mais detalhes).

(...)

O ponto é simplesmente que, em princípio, julgamentos interparadigmáticos são possíveis porque não existe apenas um mundo com paradigmas competindo para dominá-lo, uma guerra tipo rei-do-pedaço, que joga todos os perdedores no lixo, pois não há perdedores. Não existe um mundo único no qual todos os paradigmas lutam por supremacia, mas muitos mundos dados à luz por paradigmas diferentes, mundos que podem ser testemunhados pelos mesmos sujeitos, se eles se submeterem à disciplina dos paradigmas necessários para gerar esses mundos. E enquanto "o" mundo não consegue conter muitos mundos, a consciência consegue. E porque já sabemos que há de fato muitos mundos, segue que já temos uma conscientização com capacidade interparadigmática, uma capacidade que pode resultar em avaliação metateórica, como a oferecida por AQAL.

(Ken Wilber, Excerto B do vol. II de Kosmos Trilogy)

 - tradução para a língua portuguesa de Ari Raynsford (www.ariray.com.br)

em janeiro de 2007

 
 

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"The essence of the postmodern, post-Kantian revolution (behind everything from hermeneutics to contextualism to constructivism) is that phenomena (such as the hydrogen atom) are not simply lying around out there waiting for all and sundry to see, a view now considered "hopelessly naive" and referred to as "the myth of the given" (the point being that no phenomenon is merely given). Rather, phenomena are enacted, brought forth, disclosed, and illumined by a series of behaviors of a perceiving subject. As we put it, phenomena are enacted and brought forth by injunctions, paradigms, or social practices ("if you want to know this, you must do this"). And here is the point: all paradigms or injunctions are initiated by a subject (or group of subjects), and all subjects have available to them different states of being or states of consciousness. It follows that a different state of consciousness will bring forth a different world. [...] Subjectivity (or intersubjectivity, which we will discuss later) brings forth a phenomenological world in the activity of knowing that world. At this point, let me jump forward and simply give the AQAL interpretation of this postmodern revelation. [...] Subjects do not perceive worlds but enact them. Different states of subjects bring forth different worlds. For AQAL, this means that a subject might be at a particular wave of consciousness, in a particular stream of consciousness, in a particular state of consciousness, in one quadrant or another. That means that the phenomena brought forth by various types of human inquiry will be different depending on the quadrants, levels, lines, states, and types of the subjects bringing forth the phenomena. A subject at one wave of consciousness will not enact and bring forth the same worldspace as a subject at another wave; and similarly with quadrants, streams, states, and types [...] There is not one world over which all paradigms are fighting for supremacy, but many worlds brought forth by different paradigms, worlds that can be eye-witnessed by the same subjects if they submit to the discipline of the paradigms required to enact those worlds."

 

(Ken Wilber, Excerto B do vol. II de Kosmos Trilogy)

 
 

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"Este padrão holónico e holárquico do fluxo da existência - transcende mas inclui - é sintetizado no princípio de desdobramento. Este princípio heurístico sugere que todos os paradigmas, como todos os momentos, são em si mesmos verdadeiros e adequados; mas alguns paradigmas podem ser mais abrangentes, mais inclusivos, mais holísticos que outros. Isto não torna os outros paradigmas errados, imprecisos, estúpidos, ilusórios, ou coisa parecida - eles são verdadeiros mas parciais."

(Ken Wilber, Excerto B do vol. II de Kosmos Trilogy)

 

 

"Resumidamente, estou a propor que a psicologia do ser humano adulto é um processo em espiral que se desdobra, emergente e oscilante, marcado pela progressiva subordinação de sistemas de comportamentos antigos e de ordem inferior a novos sistemas de ordem superior à medida que os problemas existenciais do indivíduo mudam. Cada estádio sucessivo, onda, ou nível da existência é um estado pelo qual as pessoas passam na sua caminhada para outros estados da existência. Quando o ser humano está centralizado num estado da existência, ele ou ela tem uma psicologia que é  particular a esse estado. Os seus sentimentos, motivações, ética e valores, bioquímica, grau de activação neurológica, sistema de aprendizagem, sistema de convicções, concepção de saúde mental, ideias sobre o que a doença mental é e como deveria ser tratada, concepções e preferências sobre administração, educação, economia, e teoria e prática política são todos apropriados para esse estado."
 

(C. Graves, "Summary Statement: The Emergent, Cyclical, Double-Helix Model of the Adult Human Biopsychosocial Systems", Boston, May 20, 1981. [citado em Endnotes to Boomeritis, Chapter 1. Disponível on-line]

- traduções para a língua portuguesa de João Gonçalves joaovox @ y a h o o . c o m

 

 

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